A curta distância de Guimarães, o Paço de São Cipriano ergue-se, imponente, no meio de jardins de buxos, cameleiras centenárias e pomares verdejantes.
O tempo parece subitamente parar, quando, ao atravessar a longa alameda que dá acesso à casa, se depara com urna construção em U, feita em redor de urna torre com ameias e de um pátio interior, com um lago ao centro, lembrando um castelo medieval saldo de eras românticas e cavaleirescas. A construção do Paço data do século XV e pertence, desde essa época, à família Sottomayor. No século XVIII a casa foi aumentada, construindo-se a capela no exterior do Paço, o que lhe confere um aspecto misterioso e que, ao mesmo tempo, permitiu manter intacta a antiga traça de solar medieval.
A casa manteve, desde sempre, urna tradição de acolhimento, por manter até ao século passado urna albergaria para peregrinos de passagem para Santiago de Compostela.
Tudo nesta casa é especial e acolhedor. O exterior, em geral, e os interiores, em particular, dir-se-iam saldos de lendas e contos, envoltos em brumas e ambientes de outros tempos. Os quartos estão decorados com quadros de antepassados, cortinas bordadas e camas de dossel; a biblioteca está repleta de livros antigos que apetece ler; urna sala serve de pequeno museu, onde se podem ver algumas curiosidades e urna colecção de armas; e a antiga cozinha, com urna gigantesca chaminé de granito, acolhe os hóspedes ao pequeno-almoço e integra a sala de estar. João e Teresa Sottomayor são perfeitos e simpáticos anfitriões, que consideram o Turismo de Habitação um turismo humano e recebem as visitas com um espírito acolhedor e curioso, o que, juntamente com o conforto e a beleza da casa, toma urna estadia no Paço de São Cipriano num prazer inesquecível
Fica situado na freguesia de S. Cipriano de Taboadelo à saída de Guimarães na estrada de Covas para a Penha.
A construção em "U", encimada por uma torre medieval e fechada por um muro com ameias formando um pátio interior que tem ao centro uma fonte com um "Neptuno", dentro de uma cerca com jardim e horta. O jardim é de velhos buxos, murtas e camélias formando sebes maciças talhadas e ao fundo um lago. No jardim uma capela restaurada no Séc. XVII.
A casa pertence à mesma família desde meados do século XV. Tendo sempre sido habitado, foi ampliado e remodelado ao longo do tempo, sendo as últimas obras importantes feitas pelo Dr. João da Costa Santiago de Carvalho e Sousa, tio bisavô do actual senhor da Casa.
A casa tinha uma Albergaria para peregrinos que funcionou até fins do século passado. Já não correspondendo às necessidades da época foi fechada depois de um princípio de incêndio provocado por uma passante.
No entanto, esta velha tradição foi retomada pela família Santiago Sottomayor, que decidiu abrir as portas da sua propriedade senhorial proporcionando aos viajantes que por lá passam um ambiente deslumbrante.
Pertence agora a D. Maria Teresa de Morais Pimentel Seara Cardoso e D. João Santiago de Sottomayor.
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